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No Tribunal do Júri - 4ª Edição 2010

DIREITO
BONFIM, EDILSON MOUGENOT

Quem assina esta obra não é o penalista ou o processualista teórico, apenas, porque traz o trabalho, sobretudo, a rubrica do tribuno. De tribuno que começou ainda muito jovem a iluminar com seu talento o Júri que restava esquecido e, hoje, é festejado como um dos seus maiores expoentes. Autor de várias obras jurídicas e de uma infinidade de artigos, conferencista emérito, defensor intransigente e apaixonado pela Instituição que ensina e labora, não há Estado brasileiro em que o Prof. Edilson Mougenot Bonfim não tenha lecionado a matéria de sua vocação. Foi o Presidente do I e do II Congresso Nacional de Promotores do Júri (Campos do Jordão, 1995, e Belo Horizonte, 1998, respectivamente), ministrando cursos e seminários a acadêmicos, Advogados, Juízes e Promotores em todo o território nacional, podendo ser considerado o principal responsável pela revigoração da Instituição nos últimos anos no Brasil. É também professor visitante de diversas universidades européias. Esta obra, a par de um profundo mergulho na inteligência do Júri, compila alguns debates dos grandes julgamentos de que participou, e este é seu ponto alto - o professor desce da cátedra para fulgurar com destemor nos duros embates da tribuna, sustentando com vigor o libelo em favor da sociedade. A energia, a profundidade, a convicção, a erudição, a ironia, o poder de argumentação e, por que não dizer, a ousadia de suas colocações o fazem um orador torrencial, diferenciado e imbatível, um dos maiores oradores da história do foro criminal brasileiro, no unânime testemunho de seus pares. Não há como o leitor deixar de se envolver pela palavra que descreve os fatos, transportando-se no tempo para vivenciar o julgamento. A Saraiva orgulha-se em poder entregar aos leitores as melhores páginas do Júri brasileiro, retratadas e expostas por quem o faz e o conhece. Mas a obra vale muito mais. Vale não só como um curso de Júri, de direito e de processo penal, como por um curso de vida, ainda que se trate do sombrio tema da morte, pressuposto do homicídio. Porque há uma profunda reflexão filosófica em cada palavra pronunciada; sobre cada oração construída, existe mais que o belo da palavra justa, mas a ponte e o propósito de justiça que se liga à palavra bela; há muito do homem, na "arena da palavra", tal como é chamada pelo autor. Em debates reais, o tribuno desfila o histórico de uma vida, em defesa da sociedade e da memória da vítima que a perdeu, repondo peça por peça do quebra-cabeça do delito, trazendo aos jurados uma imagem verdadeira do fato pretérito; e tudo com a precisão de um cirurgião que, diante da realidade, desvela os segredos de seu ofício.

Este é o livro que faltava à literatura jurídico-penal. Além dos casos, ricos em detalhes emocionantes, um dos tópicos abordados, - "A Formação do Criminalista" - poderia, igualmente, emprestar-lhe o nome, porque, em rigor, a obra é um curso histórico, teórico e, sobretudo, prático da formação e do aperfeiçoamento de todo aquele que milita no foro criminal. Mas o título ainda seria injusto, já que o trabalho reflete não só a história viva do Júri no Brasil e no mundo, como ainda analisa sua própria fisiologia, levantando o véu de mistério que recai sobre a Instituição, revelando-a por inteiro. Quando esta obra vier a lume, o autor estará promovendo conferências de direito e de processo penal na França, a par do que, em setembro de 2000, será o Presidente Executivo do I Congresso Mundial do Ministério Público, que se realizará em São Paulo. 


"...o sucessor de Roberto Lyra."
Evandro Lins e Silva

"O seu batismo de fogo nos auditórios forenses o colocou logo em ritmo e plano de competição com notáveis
advogados de uma linhagem de tribunos que encanta com a palavra e seduz com o argumento."
René Ariel Dotti

"Mestre do Júri."
Evaristo de Moraes Filho

 

"...brilhante, talentoso, de grande cultura, de cultura eclética, filosófica, literária e jurídica..."
Waldir Troncoso Peres

 

"...só comparável aos maiores. Uma das mais fecundas inteligências que o Júri revela ao Brasil..."
Carlos de Araújo Lima

 

"...A propósito, hei de reconhecer que se existe um motivo nesta minha vida profissional pelo qual discuto com o destino é o de não ter vivido e participado daquela época, da advocacia romântica do Rio de Janeiro. De ter podido assistir a Roberto Lyra, o maior promotor do júri. Contudo, o destino me reservava uma surpresa: não assistiria a Lyra, mas conheceria Edilson Mougenot Bonfim, o melhor da atualidade brasileira, orador sem concorrentes, orgulho do Ministério Público, que não faz acusação, dá uma sentença, que eterniza Lyra, mas não pode ser considerado seu prolongamento porque é único e original."
Carlos Magno Couto

 


ISBN: 8502060244
Número de páginas: 509
Editora: SARAIVA