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O Julgamento de um Serial Killer - 2ª Edição - (O Caso do Maníaco do Parque)

DIREITO
BONFIM, EDILSON MOUGENOT

"Portador de uma vaidade exacerbada, a luz dos holofotes lhe seduziam. Egocêntrico assegurou-se-lhe, inclusive, o direito de veicular sua imagem pela imprensa praticamente quando e como quis. Gerou forte suspeita de que, inclusive, estava comercializando-a. Quando não aceitou que o filmassem ou fotografassem, a justiça resguardou o seu direito, impedindo a colheita de imagens. Fez inegável sucesso, recebeu e recebe cartas de fãs na prisão, e já incorpora o rol dos mais célebres criminosos do Brasil e do mundo. Falou em casamento com uma de suas admiradoras, tal como o fizera o matador norte-americano Ted Bundy (...)
O terreno, muitas vezes é escolhido pelo adversário. No "Caso do Motoboy", quando aceitei conceder entrevistas, passando ao duelo midiático, já havia um longo itinerário percorrido na imprensa pelo acusado e seus defensores.
F.A.P., começara sua defesa pela mídia: primeiro, de forma "negativa", omitindo-se propositadamente ao cobrir o rosto diante das câmeras quando de sua prisão, evitando assim ser reconhecido pelas vítimas sobreviventes; depois, e agora positivamente, dando entrevistas coletivas, aprimorando sua imagem e deleitando-se com suas horas de fama" (trecho da obra).


ISBN: 8574205516
Número de páginas: 286
Editora: MALHEIROS EDITORES


Apresentação

 

E. Mougenot Bonfim, príncipe dos Promotores
do Tribunal do Jurí, o demolidor de sofismas
[*]

 

Para falar a respeito de Edilson Mougenot Bonfim, tem que falar a respeito do príncipe dos Promotores de Justiça que tem um talento absolutamente incomparável, tem que falar de um moço que chega à genialidade.

 

Há treze anos atrás, quando ele fez o seu segundo ou terceiro Júri, eu trabalhei com ele, e naquela época eu já pressentia que ele chegaria a esse esplendor, que ele estava para viver nas altitudes, nos páramos infinitos do mundo, porque ele tinha na primeira mocidade a revelação de um talento, de uma capacidade dialética, de uma capacidade interpretativa, tinha um rigor lógico de argumento, tinha uma capacidade de enunciação, tinha uma criatividade, tinha uma imaginação, tinha aqueles dados fundamentais e característicos dos homens geniais.

 

Ele é incontestavelmente uma das maiores capacidades, não é do mundo contemporâneo, porque ele é um homem que rivaliza com is Promotores do passado e dentre outros - e tivemos nós Promotores de extraordinária inteligência - ele é um homem que rivaliza com qualquer um deles. Ele tem a altitude cultural, intelectual e acima de tudo uma honestidade ímpar. O que eu admiro muito nele é que ele é uma pessoa de rara dignidade pessoal, ,uma pessoa que você trabalha contra ele e luta contra ele, contando a priori com a lealdade de uma pessoa correta e honesta, de um homem de convicções, de maneira que tudo o que eu tenho que dizer dele é no sentido de aplaudir, e aplaudir o talento não é mérito meu, é mérito de quem é aplaudido.

 

* * *

 

Meus Colegas, Srs. Profissionais do Direito, eu vivo o epílogo da vida com a dignidade, a satisfação, a alegria, de nunca ter tido um atrito com qualquer Promotor de Justiça. Eles vivem no meu espírito, na minha alma, no meu coração, eu os quero, sobretudo quando atingem o esplendor do meu querido amigo BONFIM. Eu tenho um pouco de idiossincrasia por batismo. Eu não sei porquê um é Promotor, outro Advogado, outro Juiz, quando isso é meramente nomenclatura. Nós somos Profissionais do Direito, os livros que nós estudamos são os mesmos, os nossos instrumentos de lutas são os mesmos, de forma que nós constituímos uma comunidade que precisa viver em harmonia, de forma cordial...

 

Eu não sou de escrever, mas eu precisava deixar para o EDILSON o meu testemunho escrito de minha sinceridade. De que não vim aqui para participar de uma fantasia, de alguma coisa que fosse apenas um ato convencional que tivesse a hipocrisia do mundo social em que vivemos, mas vim aqui dizer, autêntica e legitimamente, o que vai no meu espírito, para reproduzir o eco que vai na minha alma e no meu coração, e esta é a minha manifestação a seu respeito:

 

E. MOUGENOT BONFIM, o demolidor de sofismas, tem muito talento e uma rara imaginação.

 

Não se abroquela no âmbito estreito da pregação doutrinária. Transcende-a. A exegese jurídica que descerra, com lógica e precisão, se funde e se integra com o agir, o abstrato e concreto se unem, com requintes de engenho e sutileza, num amálgama de elevação, força, energia, eloqüência, calor e sinceridade.

 

O Autor não fadiga, porque sua alma livre sobrepaira à uniformidade e ao convencional. O estilo belo e suave ameniza o aprendizado, o livro ensina, encanta e inova.

 

O primor da obra reflete a grandeza do homem, que em si mesmo tem o esplendor dos prediletos do destino.

 

Conheci-o muito jovem. Num julgamento. Já era cativante, iluminado, diferente, original, talentoso, sábio, enérgico e humano, amante do Direito, hospedeiro do conhecimento por intuição, ávido por aplicá-lo, inquieto, enriquecido por uma inexplicável capacidade de comunicação, invasora da alma, dos sentimentos e da inteligência dos jurados.

 

O homem superior, aquele que se distancia da mediocridade, a personalidade radiosa, o clarão no Firmamento, esse ser prodigioso, e que se distingue pela própria singularidade, homens e autores comoEDILSON são mensageiros que vieram para ensinar, peregrinos da virtude e do saber, criaturas que existem e não se explicam, personagens do mundo e glória para todos.

 

Seu livro merece ser lido e meditado. No desvão da frase será possível contemplar toda a força e a riqueza do autor, orgulho do Tribunal do Júri de São Paulo.

 

Waldir Troncoso Peres

 


[*] Discurso de homenagem ao Autor pronunciado por Waldir Troncoso Peres no dia 27 de junho de 2000, durante o lançamento da obra No Tribinal do Júri. A Arte e o Ofício da Tribuna. Crimes Emblemáticos, Grandes Julgamentos.