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A nobreza da tribuna


Edilson Mougenot Bonfim
A nobreza da tribuna

“Fica decretado que agora vale a verdade. 
Agora vale a vida, 
e de mãos dadas, 
marcharemos todos pela vida verdadeira”
(Os Estatutos do Homem – Artigo I - Thiago de Melo)

Maria José Sá

Muito melhor do que falar sobre o promotor de justiça Edilson Mougenot Bonfim, do Tribunal do Júri do MP/SP, é ter o privilégio de ouví-lo. Ele nasceu com o dom da oratória e, quando está em cena, não se pode imaginá-lo fazendo outra coisa. Extremamente culto e talentoso, Mougenot Bonfim transpõe as técnicas de falar em público e imprime a marca pessoal nas suas apresentações: ele energiza a platéia e é capaz de arrancar gargalhadas até do mais sério dos espectadores. Entre citações filosóficas e literárias, metáforas, humor e vivências, tudo na medida exata, o promotor denuncia os maiores males que ameaçam a sociedade brasileira e revela sua indignação com o status quo. Sua prosa envolvente também pode ser conferida nos seus livros ou no site: www.emougenot.com

Longe dos holofotes, Edilson Bonfim se revela uma pessoa extremamente simples, acessível e agradável, o que o faz naturalmente elegante. De origem humilde, esse paranaense recebeu sólida formação moral e intelectual dos pais professores. Muito estudioso e precoce, ele entrou na Faculdade de Direito aos 16 anos de idade e graduou-se com apenas 20 anos. Pouco depois, foi aprovado no concurso para o Ministério Público de São Paulo, onde está há 18 anos.

Bonfim tornou-se mundialmente famoso por atuar em casos de grande repercussão na mídia, como o do Maníaco do Parque e o da Máfia Coreana. Para que a justiça prevaleça, ele não mede esforços e mergulha fundo em cada caso, sentindo a dor dos familiares das vítimas. Certamente aí reside o diferencial: sua destacada atuação no júri não é uma mera representação. Profundo conhecedor da alma humana, onde sabe chegar com “apenas um toque”, Edilson Mougenot Bonfim realmente se emociona ao lidar com as várias facetas do ser humano. Ao final do julgamento do Maníaco do Parque, todas as emissoras de televisão exibiram sua imagem chorando abraçado com familiares de uma das vítimas do assassino.

No livro O julgamento de um serial killer – O Caso do Maníaco do Parque, Malheiros Editores, página 69, o mestre ensina que “... é preciso colocar um “balanço” no discurso jurídico, tornar mais doce a exposição, firme quando necessária e suave na medida, no aplomb necessário às boas atuações”. Vale ressaltar que o conselho também se aplica na vida e, Mougenot Bonfim é assim: firme, sem perder a sensibilidade.

Cartilha do Politicamente Correto Mougenot Bonfim:

Ladrão = terceirizador do patrimônio alheio

Homicida = promotor que promoveu o encontro da criatura com o Criador antes da hora

- Homicida primário com bons antecedentes = aquele que quase nunca matou ninguém

Réu cara-de-pau = réu com expressão facial de madeira seca

Lavagem de dinheiro = um só golpe de caneta matando muito mais gente do que a somatória de todos aqueles golpes de punhal.

Fonte: Assoc. Goiana do Min. Público